quinta-feira, 19 de junho de 2025

Procura-se Cosmo, o príncipe de Gana, África, leitor do livro Universo em Desencanto desde 1990

Por Julio Cesar de Carvalho-Julio Kzar (Foto abaixo) 

Julio Cesar (Kzar)
no Retiro Racional
No dia 4 de outubro de 1990, Dia Universal da Cultura Racional e dia de São
Francisco de Assis, padroeiro da Cultura Racional, houve uma comemoração no Retiro Racional em Vila de Cava, Nova Iguaçu, RJ, com a participação dos estudantes do Conhecimento e da Banda marcial União Racional (BUR) de todo o Brasil. Eu tinha ido participar das festividades e depois do evento, iria permanecer na sede da Cultura Racional, colaborando nos trabalhos racionais ali desenvolvidos.

Neste dia, encontrei no retiro um cidadão ganense, de nome Cosmo, que me disse ser morador de Gana, África. Ele não me falou em qual cidade morava, mas deduzi que era em Accra, a capital do país. Isso porque ele me contou ser filho do rei de uma das tribos de Gana e que seu pai o havia enviado para fazer faculdade nos Estados Unidos. Lembrei então daquele filme do Eddie Murphy, "Um príncipe em Nova York", que na realidade, acabou virando "Um príncipe em Nova Iguaçu".

Mas como ele já tinha ouvido falar do livro UNIVERSO EM DESENCANTO, em vez de ir para os EUA, desviou sua viagem para o Brasil, mais precisamente o Rio de Janeiro, indo parar no retiro racional, onde adquiriu o primeiro volume da obra em inglês. Ficamos amigos e ele me contou a sua história.

Um Príncipe em Nova Iguaçu!

Cosmo ainda não sabia falar português, então tinha dificuldades de comunicação com a direção e os residentes do retiro na época. Assim, quando nos conhecemos, conseguimos nos entender em inglês, idioma que possuo certo conhecimento e ele passou a conversar comigo, até passamos a dividir o mesmo quarto no alojamento principal do retiro, o Hotel Racional.

Perguntei a ele como havia tomado conhecimento do livro Universo em Desencanto e ele me contou que, por ser uma pessoa muito simples, vivia no meio da população, preferindo usar o transporte público, em vez de andar nos veículos particulares de sua família.

E foi num ônibus urbano em que viajava, que ele observou um passageiro à sua frente lendo um jornal local e percebeu que na parte de trás do periódico havia uma publicidade do livro Universo em Desencanto e um número de contato telefônico, que ele anotou. Chegando em casa, Cosmo imediatamente ligou para o referido número, sendo informado que o livro era produzido no Brasil, que a gráfica do mesmo ficava na propriedade do autor, Manoel Jacintho Coelho. 

Sendo assim, ele trocou sua passagem dos Estados Unidos para o Brasil, vindo para o Rio de Janeiro e indo parar no retiro racional em Nova Iguaçu. Quando o encontrei, ele ja tinha começado a ler o segundo volume, também em inglês. O meu inglês não era lá essas coisas, mas como Cosmo também não era um falante nativo do idioma, o nosso arcabouço de gramática e palavras conhecidas servia muito bem para a gente se entender, ou como diz o ditado, "dava pro gasto". Mesmo assim, senti que havia interesse dele em aprender o nosso idioma, e passei, sempre que podia, a ensinar-lhe o português e a destacar certas semelhanças com a língua inglesa.

Assim, passaram-se três meses, o final do ano chegou e com ele, a festa de aniversário do Mestre Manoel Jacintho Coelho, em 30 de dezembro, dia de festa no Retiro Racional. Próximo desta data, começaram a chegar dezenas de ônibus e carros particulares, com milhares de estudantes racionais vindos de todo o Brasil, inclusive minha esposa Angela, que chegou de Nova Friburgo. O retiro ficou então superlotado e eu tive que sair do quarto do hotel em que eu estava com Cosmo, para ir ficar no quarto com minha esposa, em outro prédio.

Cosmo teria hoje esta aparência

Com a grande movimentação que ocorreu então durante os festejos, com desfile de bandas, palestras, shows musicais, etc., além de milhares de pessoas circulando na propriedade, eu acabei por me desencontrar do meu amigo Cosmo. A festa acabou e as pessoas voltaram para suas casas, suas cidades e estados, inclusive eu, que terminei meu período de colaboração no retiro e retornei para Nova Friburgo.

Depois que eu saí do retiro nunca mais encontrei o Cosmo. Naquela época ainda não existia telefone celular, então fiquei sem o seu contato, nem seu sobrenome eu sabia e nem sequer uma foto eu tenho dele. Nem sei se ele ainda está vivo, sem mora no Brasil, se foi para os EUA estudar ou se voltou para Gana. Hoje, passados mais de 30 anos, senti saudades do Cosmo e achei que seria intessante tentar descobrir seu paradeiro. Se ele ainda estiver vivo, deve estar na faixa 60 e poucos anos e, provavelmente, com a aparência mostrada na foto exposta aqui à esquerda. Quem lembrar, souber o seu paradeiro ou, por acaso, teve contato com o Cosmo, por favor entrar em contato com o e-mail ou celular (WhatsApp) divulgado logo abaixo, para tentarmos então localizá-lo.



E-mail: juliocesar.decarvalho@gmail.com

Website: www.culturaracional.com.br

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segunda-feira, 16 de junho de 2025

Mestre Manoel Jacintho Coelho, tocou violão 7 cordas entre os boêmios da Lapa, Rio de Janeiro, como Pixinguinha, Jackson do Pandeiro, Jacó do Bandolim e outros

Que imagem incrível: O Mestre Manoel Jacintho Coelho entre lendas da música brasileira, tocando violão 7 cordas nos Arcos da Lapa, rodeado por Pixinguinha, Jacó do Bandolim e Jackson do Pandeiro — isso é poesia pura da cultura carioca e do samba, disseram na ocasião!

Chamado de Grão-Mestre Varonil, Manoel Jacintho Coelho, ficou conhecido principalmente como escritor/autor da obra transcendental UNIVERSO EM DESENCATO e fundador da Cultura Racional, a Cultura do Desenvolvimento do Raciocínio. Mas há relatos e registros de sua afinidade e envolvimento com a música popular, especialmente a música de raiz brasileira, como o chorinho, que nos anos 50 e 60, era comum nos bares próximos aos Arcos da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro.

Manoel Jacintho, com Pixinguinha,
João Robeerto Kelly e outros músicos 

O violão de 7 cordas é instrumento tradicional do samba e choro carioca, usado para dar uma base harmônica e linhas de baixo junto à melodia. Estar nos Arcos da Lapa, um centro histórico da boemia, remete a um ambiente cultural efervescente, onde músicos como Pixinguinha e Jacó do Bandolim foram reis do chorinho e do samba.

Manoel Jacintho, Pixinguinha, Jacó do Bandolim, Jackson do Pandeiro e João Roberto Kelly:

Pixinguinha (1897–1973), gênio do choro e da música instrumental brasileira, é um ícone do Rio, considerado um dos maiores compositores e arranjadores do país.

Jacó do Bandolim (1918–1969), discípulo e sucessor de Pixinguinha, também foi mestre do choro e trouxe enorme contribuição ao gênero. Seu filho, o então conhecido Sérgio Bittencourt, jurado do antigo programa Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi do Rio de Janeiro, foi o autor do chorinho "Naquela Mesa", feito em homenagem ao pai, Jacó do Bandolim. 

Jackson do Pandeiro (1919–1982), mestre do ritmo e da percussão nordestina, conhecido por popularizar ritmos como o baião e o coco. Tem várias músicas enaltecendo a Cultura Racional.

João Roberto Kelly (1938), músico pianista, compositor, produtor musical e apresentador de TV, não era propriamente ligado ao choro raiz, mas entretanto, se tornou estudante membro da Cultura Racional e fazia parte do grupo de músicos que acompanhavam o mestre MJC.

Manoel Jacintho Coelho (1903–1991), conhecido autor e criador da Obra UNIVERSO EM DESENCANTO, era fã do famoso chorinho brasileiro e amigo próximo de grandes chorões como Altamiro Carrinho, Pixinguinha, Jacó do Bandolim, Jackson do Pandeiro e outros nomes famosos.

Uma possibilidade histórica?

Ainda que não haja registro formal, jornalístico ou documentado na mídia tradicional e oficial, de que Manoel Jacintho Coelho tenha tocado especificamente com esses músicos famosos, existe alguns registros fotográficos em publicações alternativas de que ele realmente conviveu em ambientes musicais do Rio de Janeiro, especialmente durante os anos 1930–1950.

Muitos artistas e intelectuais da época frequentavam os Arcos da Lapa, famoso ponto de encontro de boêmios, sambistas e músicos populares. Como era conhecido que ele tocava violão de 7 cordas, isso já o colocava entre músicos que participavam da rica tradição do samba e choro carioca, como de fato, aconteceu.


Texto elaborado pelo jornalista Julio Cesar de Carvalho (Julio Kzar), com o apoio e pesquisa do ChatGPT.

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